O cientista brasileiro Luiz Carlos Molion, parece andar na contramão da opinião científica internacional. Em entrevista à revista Minas Faz Ciência,  afirma que, ao contrário do que se tem apregoado pelos especialistas em climatologia, o planeta Terra está se resfriando e que o CO2 não é o vilão do efeito estufa, mas sim o gás da vida! Há 20 anos o professor e pesquisador paulista estuda as mudanças climáticas e é PHD em meteorologia pela Universidade de Wisconsin, EUA, além de um currículo extenso e respeitável. Ele enfatiza a idéia de se buscar um jornalismo investigativo, de não acreditar em uma só fonte de informação e checar a veracidade das informações. Nadando contra a corrente, Molion afirma que por trás da polêmica envolvendo as ações do homem, há interesses dos países ricos em frear o desenvolvimento dos países emergentes. Essas observações tem rendido ao professor muitas críticas.

Molion desabafa:  ”Eu tremo quando ouço a frase: Vamos reduzir as emissões de gases. Isso significa reduzir a geração de energia. Sem energia não tem como uma nação se desenvolver. Não queremos que consumam, senão não sobra para nós. Isto é o G7. Ninguém fala de ambiente e sim em dinheiro. Aí é que está o ponto crítico. Será que há uma preocupação se o petróleo vai acabar; que fora a nossa matriz energética, hoje essencialmente petróleo e carvão mineral, não se tem nenhum outro processo para gerar energia elétrica, mola do desenvolvimento humano”?

Segundo sua teoria do resfriamento do planeta, o cientista explica: “Temos 300 anos do registro do Sol. No início do século 19 e do século 20, ele atingiu mínimos de temperatura e, agora também está iniciando novo mínimo, que deve persistir até 2034. Se a principal fonte de energia entra em menor atividade,  produz menos energia e, consequentemente, deve levar ao resfriamento. Todos os dados coletados, que são a base da ciência, nos levam a conclusão que já está esfriando e vai continuar esfriando nos próximos 20 anos. No último resfriamento entre 1947 e 1973, o Brasil sofreu muito. Tivemos redução de chuva. Os invernos foram marcados com geadas severas, acabando com a cafeicultura no oeste do Paraná, em 1975. Tivemos problemas sérios na agricultura, na disponibilidade de recursos hídricos. A vantagem é que a população era pequena. Quando a gente olha as descrições anteriores as primaveras eram cercadas de grandes catástrofes: tempestades, tempestades elétricas, granizo, chuvas intensas, tornados. As consequências de um resfriamento para o Brasil sob o ponto de vista econômico, agora com uma população muito maior, com uma economia globalizada, tem um impacto muito maior. A gripe espanhola em 1918 e 1919, foi um período frio. Períodos extremos são ruins para a humanidade. Lamentavelmente, vejo que todos os dados que temos nos levam a um resfriamento”. Para se preparar para essa nova possibilidade o cientista afirma que se pode melhorar a distribuição do espaço urbano, consevação ambiental, matas ciliares, reflorestamentos que são ações que vão minorar esses efeitos que, são naturais e que o homem não tem, absolutamente, como mudar”.

Molion afirma que os oceanos influenciam nesse processo e explica: “A quantidade de calor estocada nos oceanos é uma variável física que deve influenciar o clima do planeta. Como 71% da superfície do nosso planeta é coberta de água, ela tem o poder de armazenar calor muito maior que o ar. Esse aspecto é muito importante para o clima e não tem sido levado em consideração pelo IPCC.   Os oceanos estão sendo monitorados desde 2003 por cerca de 3 mil bóias que estão à deriva. Elas não ficam só na superfície. Tem um despositivo que permite que mergulhem até dois mil metros de profundidade. Deslocam-se com a corrente marítima cerca de nove dias e, depois, inflam e começam a subir lentamente, 10 centímetros por segundo e vão medindo temperatura, salinidade e profundidade. Na superfície transmitem pelo satélites essas informações. Os dados dizem que nesses últimos 7 anos os oceanos, particularmente o Pacífico (constitui 35% da superfície terrestre), estão resfriando”. Conclui que é muito mais provável que vai esfriar do que vai aquecer, uma vez que nossa fonte de calor e nosso reservatório de calor estão, ambos, indo para o mínimo.

Quando perguntado como ficam então o CO2 e a ação do homem no aquecimento ele polemiza: “O CO2 não é o vilão, é o gás da vida. Temos registros nas rochas que todas as vezes que a atmosfera terrestre teve mais CO2 a produtividade vegetal foi muito maior e obviamente a fauna também cresceu. Há 300 milhões de anos, quando. tínhamos possivelmente da ordem de 15 a 20 vezes mais CO2 que temos hoje, tinhamos dinossauros. Nós homens e animais não produzimos os alimentos que consumimos, são as plantas, que retiram esse “vilão” da atmosfera, juntam com a radiação do sol e, tendo água disponível, fazem fotossíntese, produzindo amido, açúcares e fibras”.

O cientista questionando se existe mesmo o efeito estufa  foi pesquisar na história.  Segundo ele nunca ningúem provou a existência desse efeito.:  “Em 1938 um técnico em máquinas a vapor da British Electric relacionava o aumento da temperatura com o possível aumento da emissão de gases. É pura coincidência porque, exatamente neste período, entre 1925 e 1946,  houve um aumento de temperatura natural devido ao fato de, na primeira metade do século XX, o sol ter atingido o máximo de atividade nesses 300 anos. Calender correlacionou as emissões com o aquecimento. Correlação matemática, estatística, não tem um efeito casual. Na época ele foi extremamente criticado pelos climatologistas. Mas, em 1957, Charles Keeling aperfeiçoou o Cromatógrafo H (uma maneira indireta de se medir a concentração de CO2) e junto com Calender escreveram um artigo em que refutaram todas as medidas de CO2 que tinham sido feitas desde 1820 e, simplesmente, eliminaram todos os valores altos sem nenhuma razão. Por quê? Porque não interessava. Interessava mostrar que a concentração de CO2 era baixa desde a revolução industrial e que tinha aumentado gradativamente. Isso não é verdade. Houve um pico de temperatura, por volta de 1850, em que a concentração de CO2 ficou muito mair que hoje. A histeria do aquecimento global pelo CO2 volta com a dupla Calendar e Keeling. Mas, no pós guerra, com grande atividade em nível global, a produção aumentou, a geração de energia elétrica aumentou e, consequentemente, as emissões e, no entanto, de 1947 a 1956, a temperatura diminui”.

Molion  critica a mídia que reproduz o discurso que vem de fora e convida os jornalistas, principalmente, da área científica a analisar e não aceitarem as coisas mesmo que sejam hoje, especificamente, comprovadas.  Complementa: “Atentem para a evoluçao. A Terra já foi plana, em que os navios chegavam à beirada e caiam no espaço; o sole era um astro puro e não tinha manchas. As órbitas dos planetas eram circulares”. Galileu e Kepler provaram o contrário.  A ciência muda. O que é verdade pode não ser amanhã. Jornalismo científico preciso ser investigativo”.

O próprio cientista provoca: “Vamos verificar  se o que o professor Molion diz faz sentido. Talvez a imprensa tenha colaborado com essa histeria que vende hoje o aquecimento global. Mas, podem ter certeza, da minha intuição desenvolvida ao longo de quarenta anos: O planeta vai esfriar”.

Fica difícil, debaixo de uma sensação térmica de 50º , como está acontecendo agora no Rio de Janeiro,  aceitar essa teoria. Mas, e o que dizer do hemisfério norte? Inverno rigoroso que já matou centenas de pessoas…Mas, e as geleiras nos polos que estão derretendo? Vamos investigar? Deixe  aqui o seu comentário.

1 Comment Vera on Jan 13th 2010

Como reciclagem ainda gera muitas dúvidas procuramos um vídeo que explicasse como funciona a reciclagem, não para tirar todas as dúvidas possíveis e imagináveis, mas para pelo menos amenizar a falta de informações:

Logo teremos mais vídeos e material sobre reciclagem. A maneira como você trata seu lixo hoje refletirá em como será o seu futuro, o nosso futuro!

No Comments gumelo on Dec 28th 2009

Discurso do presidente Lula na COP 15, ele foi aplaudido de pé e disse que o Brasil pode colocar dinheiro se for necessário o sacrifício para que uma proposta seja apresentada e validada pelos líderes. Defendendo um documento real que vise baixar o nível de emissões:

No Comments gumelo on Dec 19th 2009

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